30 de out de 2010

Especulação Geek

O que você faz nas horas vagas? Eu penso, filosofo, invento teorias que na maioria das vezes fica restrita ao meu público interno, mas dessa vez resolvi tirar uma delas daquela gavetinha lá no fundo do cérebro. Vamos ver o que vai sair... Até eu tenho medo disso!
 
Gandalf, Merlin, Dumbledore, Obi Wan Kenobi.
 
Aragorn, Arthur, Harry, Luke.
 
Já sacaram?
 
Se você considerar a linha de fundo das histórias destes personagens, elevando depois para a linha de fundo das sagas às quais pertencem, usando um pouco de imaginação temos:
 
Um herdeiro que passa a maior parte da vida sem saber do seu destino, num dado momento toma conhecimento de sua verdadeira história e segue rumo à sua gloriosa vitória que culmina com a salvação do mundo, da humanidade, da democracia.
 
Todas as histórias envolvem elementos mágicos, romance, ocultismo, opressores e oprimidos, intrigas, guerra e a eterna  luta “do Bem contra o Mal”.
 
Todas as histórias têm um velho sábio que aconselha e guia o herói por sua jornada, nunca é um personagem central, mas sua presença domina toda a saga. Em todas elas também existe um grupo de companheiros em torno do herói. Tirando o Harry Potter, todos os outros heróis não são o personagem central da história.
 
Acho que já apresentei minha teoria, que não é assim nenhuma descoberta da pólvora e sim uma especulação geek.
 
Vejamos então, as lendas arturianas são, das 4, a história mais antiga, escrita por milhares de vezes e autores diferentes e em diversas épocas, povoam a imaginação de muita gente e com certeza fizeram parte da vida do J. R. Tolkien que também usa influências da lenda de Atlântida (Númenor), das lendas nórdicas e até bíblicas.
 
Nem preciso falar então da J. K. Rowlling que inclusive usa o Tolkien como referência óbvia, a maior viagem mesmo é o George Lucas que incluí aí no meio, mas pensando bem ele também com certeza estudou Tolkien na escola e como todo adolescente também deve ter sido fascinado pela lenda do Rei Arthur.
 
O mais legal que acho é que, guardadas as devidas proporções, estas sagas marcaram época, influenciaram muita gente e principalmente continuam eternas e apaixonantes!
 
Eu sou uma fã de carteirinha! Acho que já deu pra notar... Já assisti e li milhões de vezes “O Senhor dos Aneis” e todas as outras estórias do Tolkien. Sou completamente apaixonada pela saga de “Guerra nas Estrelas”, já assisti tantas vezes que sei algumas falas de cor e salteado e recentemente comecei a reler “As Brumas de Avalon, que só tinha lido uma vez na adolescência, seguindo de muitos outros livros, antigos e modernos narrando a mesma lenda, também li uns 2 ou 3 livros de historiadores e arqueólogos que pesquisaram a verdaderia existência do homem que jamais foi Rei da Inglaterra, mas até hoke encanta e fascina como se assim tivesse sido,  e daí que me veio essa comparação na cabeça!
 
Não quero vir aqui apresentar nenhum tratado nem querer que pensem que sou alguma expert. O intuito aqui é compartilhar uma teoria que achei interessante, quem sabe aparecem mais pessoas que já fizeram esse relacionamento antes?

17 de out de 2010

Dia de Turista

Hoje saí pra fazer turismo, pra quem não sabe já faz um tempo que tenho vindo trabalhar em Curitiba e só agora tive um tempinho pra conhecer a cidade, que é famosa por seus pontos turísticos.

Aqui tem um negócio bastante interessante, a cidade se orgulha, preserva e incentiva muito o turismo e com R$ 20,00 você pega uma linha especial de ônibus panorâmicos de 2 andares que rodam por todos os pontos turísticos da cidade, você tem o direito de descer por 5 vezes durante o percurso e retomar o próximo ônibus que passa a cada meia hora.

É um jeito simples e muito legal de ver a cidade.

Bom, a gente que é de São Paulo tende a ser um pouco mais crítica que os outros tipos de turistas da região, na verdade a gente é bem metido, só que um lance legal que nem esse lá em SP não tem, né?


De qualquer forma curti meu passeio, tinha recebido algumas dicas e fui seguindo o roteiro do ônibus. Comecei pelo Jardim Botânico, um lugar muito bonito, bem cuidado e bem sinalizado. Na segunda parada eu me arrependi, no roteiro indicava o Passeio Público, primeiro parque de Curitiba e um minizoológico, essa parte foi legal, mas no roteiro também indicava o Memorial Árabe, uma biblioteca em homenagem a cultura árabe, que estava fechada por ser domingo, mas ninguém deu a informação antes de eu descer do ônibus, falha grave.

Me arrependi também de não ter ido ao Museu Niemeyer, e o pior é que nem uma foto eu consegui por não ter lugar na parte de cima do ônibus no momento.

Outra coisa que me chamou a atenção foi que o cobrador do ônibus não sabia dar nenhuma informação sobre os pontos e isso me fez pular alguns lugares interessantes, já que a idéia é tão boa o pessoal podia no mínimo ser treinado para isso, né?


Bom depois disso fui na Ópera de Arame, outro lugar maravilhoso e na seqüência aconteceu o mais interessante de tudo! Há um Bairro, Santa Felicidade,  que é conhecido por ser um reduto italiano e onde me indicaram vários restaurantes, adorei, e como tinha começado o passeio a tarde deixei para parar lá pero da hora de jantar, e aqui volto a dizer que Sampa deixa a gente mal acostumada, cheguei lá eram umas 6 da tarde, e nenhum restaurante aparentava estar servindo, bom tudo bem, fui dar um rolê pelo lugar e parei pra perguntar em uma vinícola por ali, a senhora super bem humorada e simpática me responde com a maior naturalidade do mundo que eles não abrem para jantar!!! Como assim? Uma rua inteira cheia de restaurantes que não abrem para jantar num domingo a noite???

Pena que não deu tempo de ir ao centro histórico  lá teria que ir com mais tempo pra ver tudo, sentar nos bares e poder aproveitar, nesta altura eu já estava bem cansada e apesar de ter feito um dia lindo de sol o tempo virou, veio uma cerração e um frio violento e também como não tinha conseguido jantar no bairro dos restaurantes, voltei pro hotel, a final de contas amanhã é dia de branco!