6 de dez de 2015

Esperança



A gente achava que ela tinha morrido. Tínhamos perdido o contato já fazia um tempo. Pouco se falava dela e quando vinham notícias, não eram boas.
Seria uma grande perda, ela passava despercebida, mas permeava a vida de todos. O mundo sem ela seria triste e seco.
Acho que ela percebeu isso, percebeu que precisava aparecer.
Começou de mansinho, como uma coceirinha, uma pulga atrás da orelha.
Feito a levedura foi se fazendo crescer entre as pessoas.
Os jovens perceberam primeiro. Ouvidos novos e atentos, conectados, espalharam a notícia rápido.
Não, ela não morreu, ela estava com eles o tempo todo, agora todos vimos.
Abraçada em meio as crianças batucando no meio da rua. Gritam cada vez mais alto e nos chamam pro batuque.
A Esperança, ela não morreu, ela não  vai morrer tão cedo.


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