10 de nov de 2010

A continuação da viagem

Já que no ultimo post resolvi viajar e relacionar quatro estórias que aparentemente não tem nada a ver, agora quero esclarecer mais alguns pontos.

Como disse recentemente resolvi reler “As Brumas de Avalon”, este é o meu preferido entre todos os livros e textos que já li sobre a lenda arturiana, e o é porque a Marion Zimmer Bradley escreveu de uma visão feminina e feminista, muito bem embasada na cultura da religião antiga que era matriarcal. Aparentemente quando os autores homens escrevem a história se esquecem disso!
 
Bom, estamos então falando da Inglaterra, no inicio da idade média, o Império Romano estava em decadência e Roma, que dominava boa parte da Europa até então, simplesmente virou as costas e foi embora tentar salvar sua cede.
 
O norte europeu estava crescendo seu domínio com a ascensão das chamadas “Invasões Bárbaras”, ou seja, os Saxões e os Vikings estavam vindo com tudo e a pobre da Inglaterra estava ali só e desamparada. Cheia de reinos pequenos e desunidos.
 
A cultura inglesa que conhecemos hoje, a língua, e alguns costumes estavam se formando desde então, o povo estava crescendo e data daí os primeiros relatos da lenda de Atlantida.
 
Uma Terra maravilhosa, habitada por um povo elevado e dotado de grande magia, que sumiu do planeta , afundando no mar, deixando apenas alguns monumentos e descendentes para nós, meros mortais.
 
O mundo estava entrando na época até hoje chamada de Idade das Trevas, e a idéia de ter um “salvador” descendente do povo glorioso que viesse para reunir e salvar o país, acho eu, devia ser bem mais agradável do que a desunião e a fome encontrada pela maioria dos cidadãos que viviam na miséria.
 
Saltando daqui para séculos a frente encontramos J. R. R. Tolkien, um cara que é um dos meus maiores ídolos, que não só escreveu o que para mim é a maior estória épica de todos os tempos, mas não quero ficar aqui descrevendo o currículo dele, quem leu sua obra e é seu fã sabe mito bem disso.
 
O ponto onde quero chegar é: será que Tolkien se inspirou na história de seus ascendentes, e no imaginário popular inglês para escrever sua história?
 
Vejamos as coincidências que eu encontrei:
 
•    Os Valar desistiram da humanidade separando definitivamente Valinor da Terra Média, mas deram a ultima chance aos homens descendentes de Elros (meio elfo) com a construção de Numenor. Assim como Avalon foi separada deste mundo e encoberta pelas brumas.
 
•    Numenor era uma ilha rica e povoada com “Homens superiores” que foi corrompida e afundou no mar, exatamente como a Atlantida!
 
•    Os últimos descendentes bons da linhagem de Numenor, vieram para a Terra Média e depois de séculos escondidos surge o Grande herdeiro, Aragorn, que derrota Sauron, com a espada que foi forjada duas vezes, e resgata a paz começando assim a era dos Homens. Arthur, que vem de linhagens muito antigas, recebe a espada mágica desencravada da pedra, reforjada e com ela reúne todos os reinos dos homens trazendo a paz para a Inglaterra.

E por aí vai... é óbvio que este tipo de estudo já deve ter sido feito por gente que entende muito mais que eu, mas acho esse tema muito interessante! 

E vocês?

Alguém tem mais alguma idéia?

Um comentário:

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