29 de jun de 2011

Ah os rios da Babilônia...



Eu devia ter uns 7 anos mas lembro como se fosse hoje. A gente morava numa casa muito legal lá em Santana, acho que na verdade aquela foi a casa mais legal que morei, tinha um quarto gigante com varanda, muito espaço pra brincar, era o máximo!

Lembro que foi nessa época que ganhei minha primeira vitrola, é gente VITROLA! Philips, portátil, funcionava a pilha ou na tomada, vermelha, um luxo de muderrrrna a vitrolinha!

Junto com ela vieram 2 discos, meus primeiros!! Juro que foi uma emoção gande. Sempre gostei muito de música, sempre estive muito perto de música e de todos os tipos. Caipira, rancheira, samba, carnaval, rock, disco, etc. Um dos discos era a trilha sonora da novela
Dancin’ days internacional, que bombava na época, e além de noveleira minha mãe gostava de disco music , minha tia, irmã mais nova de minha mãe que estava na idade de balada também deve ter influenciado na escolha, só sei que ficava altas tardes brincando de dançar, assim tipo a tarde toda!

Essa música voltou pra minha vida agora que comecei a praticar a corrida. Ela é boa, no começo vai calminha e vira uma puta balada boa de dançar, e correr, tem ritmo de passadas, quando corro quem dá meu ritmo é a música que ouço.

Gostava dela quando criança porque é exótica e hoje também porque fala de fé e liberdade.

Colocar um fone de ouvido te separa do mundo, não tem mais o som lá de fora e isso que é o grande lance, a gente que mora numa cidade grande não tem quase nenhum momento de silêncio, presta atenção pra você ver? Mesmo que você more num bairro mais afastado, ou mais residencial sempre tem um barulhinho ao fundo, e isso estressa muito a gente, nos acostumamos, vivemos bem com isso, mas muitas vezes aquela irritação que vc sente sem saber de onde vem é culpa do barulho constante. E com os fones e música a um certo volume você se separa disso por um tempo, soma com a sensação boa que dá o vento bater no rosto, e você correndo sem pensar em praticamente nada, juro pra vocês que é a hora mais feliz do meu dia!

É bom sair do mundo por algumas horas, é o que nos dá forças pra voltar pra ele e seguir o curso. Planejar quais cursos seguir, conversar conosco mesmo sem ninguém pra atrapalhar, ou mesmo deixar o corpo falar e se absorver com o barato que dá quando você vai esquentando, os músculos vão se soltando e ganhando força, a dopamina vai te relaxando e você sente que mesmo fazendo esforço muscular eles estão relaxados, a tensão vai saindo de você, os problemas vão saindo de você, sua respiração entra no compasso e junto com as batidas do coração tem as batidas da música, e você respira e corre...

Posso ser cética, mas gosto da fantasia, gosto da criatividade humana e também me encanto com o conceito de magia. E realmente existem situações, lugares e pessoas mágicas, sabe quando você não consegue descrever a sensação que aquilo ou aquele ou um conjunto de coisas te causa? Então, costumo definir isso por magia, mágico é tudo aquilo que me causa uma sensação muito boa que eu não sei explicar.

O parque Trianon é assim, a luz, o cheiro, as cores, a trilha, não sei... O tempo lá passa diferente, eu entro lá e passa tipo meia hora em cinco minutos! Cada vez, cada hora do dia diferente que você olha pro mesmo lugar ele não é o mesmo, é tipo Elfico.
Correr no Trianon sábado de manhã (a manhã pra mim começa as 9:00 num sábado) ouvindo “Rivers of Babylon” é impagável, faça o teste!

Let the words of our mouth and the meditations of our heart
be acceptable in thy sight here tonight



2 comentários:

  1. Go, Luci, run!

    Caramba, hein... Quem te viu e quem te vê...
    Beijo!

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  2. Que delícia de lembrança, não?
    E eu queria ter a sua disposição para correr, mas o máximo que faço é dançar rsrs.
    Beijos querida.

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